D.15595 // 16.03.26 // Td.02 // 10:11

Entre os floculadores cinco e seis da ETA de São Domingos das Dores. Meio na sombra das árvores do lado de cima, apesar de que o dia está fresco e parcialmente nublado.

Subindo para cá de carro, hoje cedo, reparei mais uma vez em quanto o clima aqui é mais agradável. Do ar ao visual o clima é de pós-verão, fazendo bastante calor no pico do dia, mas já bem fresco no início da manhã e noite. Faz reaparecer a quase extinta vontade de sair de bike de manhã.

Quero repetir esse ano a viagem ao Pico do Cruzeiro de São Sebastião do Anta, feita nas férias de 2020, mas incluindo desta vez uma parada para almoço no restaurante em que almocei em todos os dias trabalhados em SDD e SSA.

Mas antes disso quero fazer mais algumas voltas como a que fiz subindo a serra de SDD e pegando aquela entrada à direita que conecta com o alto Córrego dos Brás, mas seguindo pelo território entre SDD e IDM, “varando” no Córrego da Palhadinha. Aquela foi uma volta quase perfeita, feita num dia nublado também quase perfeito.

Aliás, todas as voltas avançando pelo território alto de SDD tem sido muito boas. E faz sentido, afinal são estradas e montanhas ainda pouco exploradas e memorizadas.
D.15593 // 14.03.26 // Fn.02 // 08:00

No computador, sendo que eu planejava sair cedo de bike.

Tendo terminado o trabalho de transformar o blog em livros, ao invés de voltar à edição dos livros de Luciene, estou aqui, pensando em voltar ao projeto de 2023, de editar e mandar imprimir (via Mercado Livre) uma seleção de minhas melhores fotos.

Aparentemente eu sempre quero fazer tudo, menos o que eu deveria estar fazendo.
D.15592 // 13.03.26 // Fn.01 // 13:51

Dormi bem, direto, desde as duas até quase nove.

Ontem à noite finalmente imprimi as páginas que faltavam para fechar os dois volumes da fase Inhapim do blog (amarração dos volumes feita ontem mesmo). Hoje pela manhã fiz uma “revisão” final dos arquivos digitais, e os transformei em PDFs, finalizando esse trabalho de mais de um mês, e guardando cópias de tudo na Unidade D e no HD externo principal.

Na hora do almoço, na volta da ida ao supermercado, comprei uma bermuda e um travesseiro (mas esqueci de comprar capa/fronha). Com sono, deitei por volta das quatorze horas, e acordei duas horas depois completamente desnorteado (sono da morte), com o celular tocando um vídeo de barulho de tempestade. Demorei alguns bons minutos para voltar à vida. Depois fiquei mais algum tempo na dúvida se descia ou não à rua para comprar capa/fronha para o travesseiro (e talvez uma segunda da mesma bermuda). Então desisti e apenas fui tomar banho.

Ontem também resolvi variar na janta (e aproveitar que não tinha almoçado) e comi um lanche no trailer lá do fim da rua. Dessa vez estava muito bom.
D.15589 // 10.03.26 // Tn.02 // 12:21

Ponto de ônibus, esperando. 

Indo para Ubaporanga pra acompanhar pai na consulta no oftalmologista em Caratinga. Iria de bike mas há chuvas isoladas por todos os lados hoje, de uma nova onda de chuvas que foi anunciada para esses dias. E nenhuma surpresa sobre isso, já que parece que elas fazem questão de vir quando estou no turno da noite.

A estratégia dessa última noite funcionou muito bem. Janderson deixou a ETA ligada ontem a tarde, eu fui um pouco mais cedo, fiz o que havia pra ser feito e às onze estava colocando as dosagem de tratamento por gravidade. Bem pouco depois da meia noite estava na cama, programando o despertador para as cinco.

Levantei às cinco e cinco, fiz e tomei um café padrão básico, e cinco e meia fui para o serviço novamente. O reservatório não estava tão baixo, não o suficiente para valer a pena religar a captação, então por volta das seis e quinze voltei para casa. Banho, uns minutos no computador, e voltei para a cama escutando um vídeo de ASMR de três horas de chuva. E este segundo sono foi dos melhores, pesado, difícil de despertar totalmente, tanto que nem me lembro exatamente que horas acordei (acho que depois das nove).

Agora, meio dia e trinta e seis, cai forte chuva aqui. Provavelmente a água vai sujar essa noite, e não vou conseguir repetir a estratégia da mesma forma.

...

Segui no circular, o mesmo em que o pai subiu em Ubaporanga. Chegamos em Caratinga sob uma chuva leve e seguimos pela rua da Padaria Colombo até a clínica. A mãe chegou pouco depois. A consulta aconteceu e ficou diagnosticado que não, não era uma ruptura de retina. Segundo o oftalmologista seria algo ocasional, esporádico e possível da idade.

Confesso que não me conformei muito com o diagnostico dado ao caso, mas, diante do fato de que ele tem o diploma e os anos de experiência e eu não, e de que (segundo o pai) ele checou duas vezes a retina para ter certeza, no fim aceitei.

Voltamos para o ponto próximo da Rafa Motos, aguardamos um pouco pelo próximo ônibus, e voltamos cada um para sua cidade. Em Inhapim passei na Padaria Guerra e comprei pão e mais um pedaço de bolo de milho, e em casa fiz e tomei um café da tarde. Depois ainda durmi um sono antes de ir para o serviço.


D.15586 // 07.03.26 // Fd.01 // 21:25

Um erro, um acerto, e outro erro.

Depois de escrever a nota anterior, infelizmente (e rápido) passei ao vício, o que me tomou mais umas cinco ou seis horas de vida (como sempre). Então, sem almoço, desci ao supermercado e comprei os ingredientes necessários para fazer mais uma rodada de pasteis: Carne moída, uma nova bandeja de massa, bacon como adicional, um Guaraná Zero 600ml, e até um frasco de maionese verde.

Esse foi o acerto. Dediquei a segunda metade da tarde à preparação dos pasteis, e foi até que bem rápido e eficiente, com a fritura do bacon e da carne moída enquanto a batata cozinhava, e depois a mistura do recheio, a preparação dos pasteis, e por fim a fritura.

Dezesseis e quarenta, foi o momento em que tirei a última foto antes de começar a comer aqueles dez pasteis (+1 massa pura) fritos. Ali começou o erro final do dia. Por estar sem almoço e recém-saído do de uma descarga de enzimas, fui afoito, e comi em modo rápido, esfomeado e descuidado, os dez. Ainda pensei em deixar dois, mas enquanto terminava de lavar as vasilhas sujas no processo, dei fim neles também.

Depois fui deitar na cama para, literalmente, descansar e um sono terrível me abateu, e aí a coisa começou a ficar meio estranha. Me impedi de dormir naquela hora (antes das dezoito), voltei ao computador, mas às dezenove fui para a cama novamente e facilmente dormi duas horas (até sonhando no processo). Às vinte uma acordei novamente, tomei banho, e vim para o computador novamente. Só que agora ficou claro que tem algo errado. O estômago pesa, e a sensação é de meia indigestão, a típica, por excesso de gordura.

E enquanto escrevia isto eu vim pensando: Será que foi a massa, ou a carne, ou o bacon, ou aquela maionese verde (que eu acho que já me fez mal antes). Mas então caiu a ficha: o óleo. Era o mesmo óleo da primeira rodada feita ainda lá no fim de 2025, que eu vim guardando e reaproveitando e completando com mais (do mesmo frasco) a cada nova rodada de pastéis.

Eu não me ajudo também. É sempre pelo estomago que caio. Agora devo ficar meio ruim mais um tempo, e semana que vem devo ganhar umas duas mega-aftas de presente.
D.15586 // 07.03.26 // Fd.01 // 08:17

No computador, tentando começar qualquer coisa.

Sobre ontem, em São Domingos das Dores, o primeiro de dois dias que terei que trabalhar lá em substituição a Wesley, foi um dia até que bem tranquilo, sem grandes dificuldades além de uma razoável subida da turbidez da agua bruta logo pela manhã devido a uma chuva durante a madrugada, mas que depois, à tarde, voltou a descer.

No fim da tarde, já em casa, resolvi finalmente tentar desobstruir a rede do banheiro usando a soda que trouxe do serviço, mas, não funcionou tão bem quando da última vez há anos atrás. Depois, após um banho e um reforçado café da tarde, vim para o computador e resolvi modificar/terminar o roteiro para o concurso de roteiros de curtas feito pelo Polo CineVales e Filminas, sobre o qual fui avisado por Marcone.

Essa modificação final foi o seguinte: Sabendo que o tema do concurso era “violência contra mulheres” tive a ideia de tentar “inovar” escrevendo uma história de violência (não-física) de mulher contra mulher. Ok, só que depois do roteiro pronto pensei na possibilidade do júri estar esperando (e querendo) ver o clichê desse tema, a violência do homem contra a mulher. Então, ontem, modifiquei uma das cenas já escritas para incluir esse clichê, acrescentando um marido violento na história.

O problema foi que só na hora de fazer a inscrição percebi que tinha errado o tema, já que escrevi um roteiro com uma história de violência contra mulheres quando o tema era mais específico. Era “combate” à violência contra mulheres. Aí, com o formulário de inscrição já aberto na tela mas, sem a mínima vontade de voltar e tentar ajustar mais uma vez o roteiro, só o enviei assim mesmo, do jeito que estava.

Como disse ontem em conversa com Marcone, “que dê o resultado que tiver que dar”. Escrevi este roteiro (com grande participação do Gemini) apenas para participar do concurso mesmo, sem qualquer pretensão. Não tenho qualquer interesse ou apego na história, no tema, ou no próprio roteiro. Se eu ganhasse o concurso seria legal (e meu ego ficaria um pouco mais inflado com certeza), mas se não, ok também.

O que eu mais queria agora era tirar isso da minha área de trabalho, para poder voltar a me concentrar nas partes faltantes dos volumes I e II do “Notas de Dias Comuns - Fase Inhapim” e, depois, no “Ubaporanga em Fatos e Relatos” da Luciene, que está parado praticamente desde janeiro.

D.15583 // 04.03.26 // Td.02 // 23:09

Ainda! Ainda é quarta feira!

Acordei pela segunda vez, na noite de experiência dos chás. A tentativa emergencial de solução do problema de insônia que foi criado pelo mês de turnos da noite.

Após o terrivelmente longo dia de ontem (hoje), em que fui para o serviço não tendo dormido nada durante toda a madrugada anterior (em que também acordei mais ou menos nesse horário), ao retornar, tomei um banho, e desci àquela casa de produtos naturais em busca de qualquer coisa que tivessem para produzir sono. A moça não tinha a famosa camomila mas muito me indicou um tal ... ,do qual trouxe, literalmente, um monte. Além de dois sachês de uma mistura de vários outros bons soníferos naturais.

Devia ser umas dezenove e pouco quando deitei (devia ter anotado) após tomar o primeiro chá, o de sachê. Ruim, como sempre acho, mas tomado como remédio. O que posso dizer do sono? Parece ter sido mais pesado, cheguei a sonhar até. Acordei uma primeira vez para beber água e ir ao banheiro, e na segunda vez (esta) com olhos inchados, e tendo sonhado. Confesso que um pouco decepcionado com o horário, é verdade, esperava que já fosse umas quatro da madrugada, pensei que tinha tido um sono contínuo de umas oito horas, e até relutei em olhar o relógio do celular. Queria e preferia não saber.

“O esquecido hábito de dormir dois turnos” era o título de um vídeo que apareceu e reapareceu para mim várias vezes no YouTube a um tempo atrás. Parece que hoje vou ter que praticar isto. 

Mas reconheço que acordei mais sereno. Olhei pra prateleira de roupas, pensei que era um arranjo legal. Depois olhei para meu tapete, enrolado a tantos anos, e quis vê-lo novamente. O peguei e o desenrolei aqui no chão do quarto, sob a luz do abajur, e me sentei sobre ele. É onde estou agora.

Meu tapete é bonito.

Uma e dois. Depois de comer um omelete, preparei o primeiro chá teste do mulungu. Consultando o Gemini no processo, soube que talvez tenha feito meio errado e fraco, mas ok para uma primeira tentativa. Tem uma leve dor de cabeça aparecendo, aparentando ser sintoma de desidratação ou falta de sódio. Mas quero crer que irá embora quando eu dormir o suficiente. Amanhã vou me hidratar melhor. E tomar um comprimido sublingual de B12.

Dez e trinta e dois. Funcionou! Consegui dormir e só voltei a acordar entre seis e sete horas. Fiz e tomei o café completo (misto/pão com ovo e presunto, café com leite em pó sem lactose, bolo de milho, e mamão) passei brevemente pelo PC e, por conta do horário, fui me arrumar para ir para o serviço. Antes de sair tomei a B12, e na primeira hora no serviço, tomei um Gatorade de laranja. A está hora a dor de cabeça já é quase imperceptível e, claramente, hoje, estou mais tranquilo em pensamento, menos irritado e revoltado com as coisas do serviço. Hoje a noite repetirei os dois processos. O chá de camomila no início da noite e o de mulungu pouco antes de dormir.

Apesar de estar falando para todos que penso em sair, em pedir demissão, estando aqui agora, sozinho (isso é importante), admito que quando olho para o serviço em si, para o que eu tenho que fazer de fato, fisicamente, tenho vontade de ficar. Não é difícil, eu sei o que é como fazer, e “dá pra levar”. Os empecilhos reais são mesmo somente: o turno da noite e os dois funcionários mais velhos. Dava pra resolver isso, mas foge ao meu alcance.

Quatorze e cinquenta e três. Na hora do almoço, após retornar do supermercado com algumas sacolas de compra, e me sentido cansado e com sono mas, de acúmulo e não de esforço do dia, resolvi tomar um banho e me permitir um “cochilo reset”. Deitei na cama e coloquei o celular para tocar o “Plantão Policial” da rádio Vanguarda de Ipatinga. Foram 20 ou 25 minutos no máximo, mas funcionaram bem. 

É arriscado (se eu acostumar pode ser que no dia que não fizer eu sofra consequências) mas talvez eu dê continuidade.
D.15582 // 03.03.26 // Td.01 // 04:21

O plano funcionou, parcialmente talvez, mas funcionou.

Acordei às três ou um pouco antes, vi que não ia voltar a dormir facilmente por conta do suor, então resolvi levantar, tomar um banho e fazer e tomar um café completo.

O plano em questão, foi o de ontem, de sair para uma volta de bike e forçar ao máximo, queimar toda a energia disponível, para cansar ao ponto de o corpo (e principalmente o cérebro) não terem outra opção a não ser desligar. Creio que dormi pouco depois das onze, então, parando pra pensar, nem foi tanto tempo dormido assim. Mas, pelo menos foi um sono pesado, aparentemente.

...

E dentre os muitos pensamentos do caminho, ontem, houve essa percepção (muito tardia) do verdadeiro motivo pelo qual as voltas feitas em “folgas da noite” serem maiores e mais pesadas. O tempo todo era eu instintivamente forçando meu corpo a voltar a operar em horário normal. Era um ajuste “à força” de um relógio biológico que havia sido desajustado pelas quatro noites anteriores de trabalho. Simples assim.

Seis e quarenta e sete. Não voltei a dormir, tomei um segundo café, e vim para o computador. No fim das contas dormi ainda menos do que nas noites anteriores. Pesquisando agora no Gemini, sobre insônia, danos e reversibilidade, a previsão e de 3 a 7 dias para voltar ao normal, ou seja, na melhor das hipóteses consigo regular o sono um dia antes de ter que estragá-lo novamente.

A solução eu acredito que já tenho, mas, não realmente apliquei ainda. Seria iniciar o turno às seis da tarde (ou seis e meia para evitar encontrar alguém lá) e padronizar a parada à meia noite (não importando o nível do reservatório), ir embora, e voltar às seis da manhã para conferir se necessário. O problema é que eu nunca animo a ir nesse horário.
D.15581 // 02.03.26 // Fn.02 // 02:51

Acordado, ainda. Conversei com Juliano, escutei rádio, tentei dormir ao som de ASMR, ao som de Bob Ross... ...tentei até ler!

Amanhã vou ter que me cansar ao extremo para tentar forçar um sono em horário normal. Mas já decidi que, se necessário, atrasarei no primeiro dia de serviço no turno do dia, não só por “precisão” (de precisar) mas como um ato simbólico e de protesto até. Para mostrar as consequências da decisão burra tomada lá atrás.

...

Acordei às nove e alguma coisa, tomei um bom café da manhã e me sentei na frente do computador. E a primeira coisa que me apareceu na página inicial do YouTube foi uma Live do Radiohead. E é aqui que estou desde então, escutando uma música boa atrás da outra.
D.15580 // 01.03.26 // Fn.01 // 16:26

A postagem anterior foi toda escrita e editada ao som de dois vídeos de ASMR de som ambiente. O primeiro, o já mencionado recentemente “Sitting in na empty 1920’s bar”, e o segundo o “Oldies playing in another room, it's a great night (Open window, crickets ambience)” que tem como imagem ilustrativa o Tom (de Tom e Jerry) cochilando e se espreguiçando num sofá ao lado de um rádio antigo.

Meia noite e dois. Tecnicamente, dia seguinte já. Tentei deitar para dormir a uma hora atrás mas não consegui. Como era de se esperar, terminado o mês inteiro de turnos da noite, agora vem a dificuldade de regularizar o ciclo do sono.

Além disso, ou porque meti as mãos em uma água com cloro enquanto colocava as meias sujas de molho durante a lavagem de roupas mais cedo, ou porque fiz uma péssima sopa após isso e errei em algo que não sei exatamente o que foi, estou me sentindo meio estranho, meio mal do estômago, e de vez em quando uma onda de mal na cabeça.

Cloro ou caldo Knorr, quem foi o vilão dessa vez? Impressionante, é sempre quando estou distraído, mergulhado em pensamentos inúteis. 

Tomei um exomeprazol, e amanhã vou começar um controle de alimentação novamente.