D.15583 // 04.03.26 // Td.02 // 23:09
Ainda! Ainda é quarta feira!
Acordei pela segunda vez, na noite de experiência dos chás. A tentativa emergencial de solução do problema de insônia que foi criado pelo mês de turnos da noite.
Após o terrivelmente longo dia de ontem (hoje), em que fui para o serviço não tendo dormido nada durante toda a madrugada anterior (em que também acordei mais ou menos nesse horário), ao retornar, tomei um banho, e desci àquela casa de produtos naturais em busca de qualquer coisa que tivessem para produzir sono. A moça não tinha a famosa camomila mas muito me indicou um tal ... ,do qual trouxe, literalmente, um monte. Além de dois sachês de uma mistura de vários outros bons soníferos naturais.
Devia ser umas dezenove e pouco quando deitei (devia ter anotado) após tomar o primeiro chá, o de sachê. Ruim, como sempre acho, mas tomado como remédio. O que posso dizer do sono? Parece ter sido mais pesado, cheguei a sonhar até. Acordei uma primeira vez para beber água e ir ao banheiro, e na segunda vez (esta) com olhos inchados, e tendo sonhado. Confesso que um pouco decepcionado com o horário, é verdade, esperava que já fosse umas quatro da madrugada, pensei que tinha tido um sono contínuo de umas oito horas, e até relutei em olhar o relógio do celular. Queria e preferia não saber.
“O esquecido hábito de dormir dois turnos” era o título de um vídeo que apareceu e reapareceu para mim várias vezes no YouTube a um tempo atrás. Parece que hoje vou ter que praticar isto.
Mas reconheço que acordei mais sereno. Olhei pra prateleira de roupas, pensei que era um arranjo legal. Depois olhei para meu tapete, enrolado a tantos anos, e quis vê-lo novamente. O peguei e o desenrolei aqui no chão do quarto, sob a luz do abajur, e me sentei sobre ele. É onde estou agora.
Meu tapete é bonito.
Uma e dois. Depois de comer um omelete, preparei o primeiro chá teste do mulungu. Consultando o Gemini no processo, soube que talvez tenha feito meio errado e fraco, mas ok para uma primeira tentativa. Tem uma leve dor de cabeça aparecendo, aparentando ser sintoma de desidratação ou falta de sódio. Mas quero crer que irá embora quando eu dormir o suficiente. Amanhã vou me hidratar melhor. E tomar um comprimido sublingual de B12.
Dez e trinta e dois. Funcionou! Consegui dormir e só voltei a acordar entre seis e sete horas. Fiz e tomei o café completo (misto/pão com ovo e presunto, café com leite em pó sem lactose, bolo de milho, e mamão) passei brevemente pelo PC e, por conta do horário, fui me arrumar para ir para o serviço. Antes de sair tomei a B12, e na primeira hora no serviço, tomei um Gatorade de laranja. A está hora a dor de cabeça já é quase imperceptível e, claramente, hoje, estou mais tranquilo em pensamento, menos irritado e revoltado com as coisas do serviço. Hoje a noite repetirei os dois processos. O chá de camomila no início da noite e o de mulungu pouco antes de dormir.
Apesar de estar falando para todos que penso em sair, em pedir demissão, estando aqui agora, sozinho (isso é importante), admito que quando olho para o serviço em si, para o que eu tenho que fazer de fato, fisicamente, tenho vontade de ficar. Não é difícil, eu sei o que é como fazer, e “dá pra levar”. Os empecilhos reais são mesmo somente: o turno da noite e os dois funcionários mais velhos. Dava pra resolver isso, mas foge ao meu alcance.
Quatorze e cinquenta e três. Na hora do almoço, após retornar do supermercado com algumas sacolas de compra, e me sentido cansado e com sono mas, de acúmulo e não de esforço do dia, resolvi tomar um banho e me permitir um “cochilo reset”. Deitei na cama e coloquei o celular para tocar o “Plantão Policial” da rádio Vanguarda de Ipatinga. Foram 20 ou 25 minutos no máximo, mas funcionaram bem.
É arriscado (se eu acostumar pode ser que no dia que não fizer eu sofra consequências) mas talvez eu dê continuidade.